02.07.07
Prenúncio
Viver é de tamanha violência que me entrego à vida como um assassino às vésperas do crime. Torno-me animal com os outros animais e componho minha sinfonia em cólera, embora saiba que a ira é um prenúncio de morte. Ataco e defendo, guio-me pelos instintos, e com todos os indícios, mostro a mim mesmo que não estarei mais feliz.