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	<title>O elemento sedativo.</title>
	<subtitle type="html">O nosso encontro real d&#225;-se atrav&#233;s das palavras. S&#243; nas palavras, v&#227;o e v&#234;m partes entre n&#243;s. E entre n&#243;s, desatamos a sangria e libertamos a manada, rasgando o espa&#231;o que - solitariamente - nos &#233; dado. Palavras livres [re]criando a proximidade.</subtitle>
	<updated>24.02.09 01:23:46</updated>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Os sonhos.</title>
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		       <name>Hugo Lourenço</name>
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		    <updated>24.06.09 01:23:46</updated>
		    <published>24.02.09 12:31:23</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">O tempo &#233; o sil&#234;ncio da transforma&#231;&#227;o. Aguardo sem voz seu movimento. E por mais que me doa o corpo inteiro, sua atua&#231;&#227;o n&#227;o depende de mim. Eu sou inteiro em preto e branco. Os sonhos &#233; que me enchem de cor. Aqui os amigos sonham comigo. E se assim n&#227;o for...</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A plenitude da perfei&#231;&#227;o</title>
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		       <name>Hugo Lourenço</name>
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		    <updated>04.07.08 19:44:53</updated>
		    <published>16.02.08 16:28:49</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">O telefone tocava depois das 02 horas. Ele atendia. A carta chegava 1 semana atrasada. Ele recebia. A conta com o valor errado. Ele pagava. Os beijos perfeitos. Ele roubava. Na rua molhada da chuva. Ele andava. O mundo funcionava dentro dele. [&#160; Era a resposta. ]Seus sentidos caminhavam em sintonia. [&#160; A plenitude da perfei&#231;&#227;o. ]</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">S&#243;.</title>
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		    <updated>05.02.08 10:05:54</updated>
		    <published>24.01.08 15:50:58</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">S&#243; digo que &#233; amor quando a minha rotina &#233; alterada.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Hoje</title>
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		    <updated>20.06.08 15:16:14</updated>
		    <published>24.01.08 15:50:21</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">A minha velocidade &#233; violenta. Em mim, a chama acesa precede o cigarro. A minha constela&#231;&#227;o &#233; ca&#243;tica, estelionat&#225;rio das estrelas de amor e &#243;dio. Meus come&#231;os s&#227;o intermin&#225;veis. In&#237;cios de horas longas e sem sentido. Nada est&#225; perdido. Muita luz que vem da janela descortinada, Ah! O meu guarda-vistas! Procuro nos olhos o que s&#243; pode ser encontrado no cora&#231;&#227;o. E das pequenas trai&#231;&#245;es que o cora&#231;&#227;o se esgota, fujo com o meu medo grave: do amor negligente, do amor mediano, do amor que n&#227;o me veio ao cora&#231;&#227;o nem ao olhar. Por isso n&#227;o posso te ter em mim. Para provar do meu amor tem de provar de si mesmo. Instintivamente te aceitaria, mas hoje, [ s&#243; hoje ] me veio vento de not&#237;cia dizendo que o meu destino se repetir&#225;.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">.. .</title>
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		       <name>Hugo Lourenço</name>
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		    <updated>26.01.08 12:40:27</updated>
		    <published>24.01.08 15:49:18</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Os p&#225;ssaros agora voavam em auto-reverso. Teus passos lentos e estranhamente direcionados para o oposto, transformavam tua chegada em sa&#237;da. E o c&#233;u que mudava de cor, redesenhava tons azuis-turquesa de uma tarde de sol macio. Percebi os ponteiros do rel&#243;gio. Surpreendentemente guardava os nossos instantes, como um n&#250;mero de telefone anotado &#224; mem&#243;ria de um guardanapo marcado &#224; batom. Em todo o tempo remendava os retalhos e constru&#237;a a hist&#243;ria. O que deveria ser. Sem a tua exist&#234;ncia sustent&#225;vel, Sem a tua localiza&#231;&#227;o, Sem o momento exato, Nosso amor sem mat&#233;ria, Nosso amor c&#237;nico, Nosso amor calado. Era a minha realiza&#231;&#227;o. Amar a tua presen&#231;a repentina em mim. Amar com a esperan&#231;a de tudo terminar bem. Assim como no dia em que todas as cartas de guerra chegam acompanhadas de seus soldados, com os bra&#231;os longos para os abra&#231;os e p&#233;s fitados ao ch&#227;o, prolongando a esperan&#231;a do amor compartilhado.</content>
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